ABEM - Associação Brasileira de Educação Musical, XVII ENCONTRO REGIONAL SUL DA ABEM

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A naturalidade do falsete e a voz de contratenor: refletindo sobre a formação de cantores
Daniel Torri Souza

Última alteração: 2016-10-03

Resumo


O presente artigo foi originado de uma pesquisa de mestrado concluída em 2015, que teve o objetivo geral de analisar a voz de contratenor e o falsete quanto à naturalidade e não naturalidade da voz e suas repercussões na formação de cantores. Essa pesquisa foi motivada pela trajetória formativa do pesquisador e partiu de uma problemática que envolve o trabalho com a classificação vocal de contratenores e o uso do falsete em cursos de Música no Brasil, a qual está imbricada na formação de um modo geral dos cantores, formação que abrange a voz como elemento constitutivo do sujeito. Para tanto, embasou-se principalmente nos estudos sobre a voz de Zumthor (1993; 2005; 2010; 2014); nos escritos sobre o contratenor e o falsete dados por autores como Betthauser (1998), Giles (2005), etc.; e em Lévi-Strauss (2009) para discutir o que seria natural e não natural na voz de cantores. Essa pesquisa teve enfoque qualitativo com base no método autobiográfico, partindo de fragmentos autobiográficos para problematizar o tema investigado. Assim, através de estudos antropológicos e de áreas como Música, Fonoaudiologia e outras ciências da voz, foi possível entender que a argumentação quanto às resistências à voz de contratenor e ao falsete na voz masculina nos contextos da pesquisa tem base cultural, destituída de fundamentação científica ou histórica. Também se observou que essa resistência pode trazer limitações na formação do sujeito cantor.


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