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Nota da ABEM a respeito da Política Nacional de Formação de Professores anunciada pelo MEC

A Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM) vem manifestar-se, publicamente, contra a proposta de uma Política Nacional de Formação de Professores apresentada pelo Ministério da Educação (MEC), em 18 de outubro de 2017.
Desde sua criação, a ABEM tem lutado pela qualificação do ensino e pela valorização de professores e professoras, história que a impede de concordar com uma política pautada em princípios do mercado educacional, fortemente ligada à responsabilização por testes e à precarização da profissão docente.
A referida proposta é apresentada de maneira impositiva, sem o devido diálogo com a sociedade, com os setores educacionais e profissionais, desconsiderando a necessária articulação entre formação e condições de trabalho, especialmente salário e carreira.
Consideramos que a ideia de uma Base Nacional de Formação de Professores, articulada à Base Nacional Comum Curricular, representa mais uma preocupação com o controle e com sistemas avaliativos – e, portanto, com o mercado – do que necessariamente com a qualidade do processo educativo. São movimentos de homogeneização que, atrelados aos sistemas nacionais e internacionais de avaliação, constituem-se como sérios entraves ao trato da diversidade, à autonomia docente e à flexibilização curricular.
Além disso, as propostas de bolsas para “Residência Pedagógica” bem como de “estágios remunerados”, ao serem ofertadas no decorrer da graduação e caracterizadas como formação em serviço, correm o risco de denotar séria improvisação de mão de obra barata e ainda não qualificada para as escolas, desvalorizando a profissão docente.
É lamentável perceber a responsabilização dos professores e professoras – e, também, das instituições formadoras – pelos fracassos escolares, ignorando as condições de trabalho, os salários precários e a violência – física, material e simbólica – a que os professores e professoras são submetidos cotidianamente.
Nesta perspectiva, o que se observa é a ausência de estratégias qualificadas e inovadoras que visem o fortalecimento da formação inicial e continuada, bem como de ações efetivas que busquem atrair os estudantes brasileiros para as licenciaturas nas mais diversas áreas.
A ABEM se une às entidades educacionais brasileiras e repudia veementemente a imposição de uma Política Nacional de Formação de Professores que desconsidera o debate democrático e que agrava a precarização não só da formação, mas também da ação docente naquela que parece ter sido desconsiderada ao longo da proposta: a escola.

Juiz de Fora, 22 de outubro de 2017.

Prof. Dr. Marcus Vinícius Medeiros Pereira
Presidente da ABEM – Gestão 2017-2019

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II Encontro do Fórum Permanente de Ensino de Instrumentos e de Escolas Especializadas de Música

II Encontro do Fórum Permanente de Ensino de Instrumentos e de Escolas Especializadas de Música
Juiz de Fora, 20 e 21 de novembro de 2017

A Associação Brasileira de Educação Musical convida pesquisadores, professores, estudantes e gestores de escolas especializadas de Música para participarem do II Encontro do Fórum Permanente de Ensino de Instrumentos e de Escolas Especializadas de Música, que será realizado em Juiz de Fora, nos dias 20 e 21 de novembro de 2017. O evento é uma promoção da ABEM em parceria com a Pró-Reitoria de Cultura e o Centro Cultural Pró-Música da Universidade Federal de Juiz de Fora e tem como objetivo discutir, analisar e propor perspectivas e ações para o fortalecimento das escolas especializadas de música e do ensino de instrumento em tal realidade. Neste ano, o fórum discutirá, além do processo de ensino e aprendizagem de instrumentos musicais, questões relacionadas à educação profissional e aos Conservatórios Mineiros de Música.

O Fórum é destinado mais diretamente a professores, estudantes e gestores de escolas especializadas no ensino de música nos níveis básico, intermediário e técnico-profissional. Como os demais fóruns da ABEM, este também é aberto a todos os profissionais e estudantes que tenham interesse no debate relacionado ao ensino de instrumento e no contexto educacional de escolas de música, conservatórios, entre outras instituições dessa natureza.

As inscrições para o Fórum são gratuitas e poderão ser realizadas no site da ABEM a partir do dia 24/10/2017.

Mais informações no site da ABEM: www.abemeducacaomusical.com.br


Prorrogacao Chamada Dossie 48 - Revista FAEEBA - Musica e Educação - uma relacao interdisciplinar e pluricultural

Revista da FAEEBA
Dossiê 48 – Música e Educação

Música e Educação – uma relação interdisciplinar e pluricultural

A proposta é de reunir pesquisas, problemáticas e conquistas em torno da Música e Educação, visto a LEI Nº 13.278, DE 2 DE MAIO DE 2016, em substituição à Lei 11.769, que institui a obrigatoriedade do ensino da Música, Artes Visuais, Teatro e Dança na Educação Básica. Muitos pesquisadores e professores de música e áreas afins estão, há vários anos, empenhados no debate sobre a inclusão do ensino de música nas escolas brasileiras, promovendo encontros, seminários, debates políticos, produzindo livros e materiais didáticos, e incentivando a produção acadêmica.
O Brasil, como muitos outros países, apresenta uma rica diversidade cultural, étnica e musical, de matrizes europeia, africana, indígena, entre outras, que se encontram encrustadas nas práticas sociomusicais da cultura popular brasileira, tonalizando um mosaico multicolorido dessa diversidade. Tal riqueza precisa estar presente na escola e nos demais espaços socioeducativos e comunitários, como conhecimento cultural e experiência estética. Devem, assim, ser incorporadas à formação de crianças e jovens, contribuindo para o exercício da plena cidadania e abrindo o debate para a efetivação de políticas públicas que favoreçam tanto a implementação da Lei 13.278, como também de outras Leis que dão suporte às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e indígena.
A efetivação de um projeto educacional atento a tais conteúdos só acontecerá se a Escola – e os demais espaços/instituições sócio-educacionais – começam a valorizar práticas culturais presentes na diversidade da textura social, sem hierarquias.
A questão das diversidades e identidades subjetivas e singulares revelou importante conexão da área de estudos da Educação Especial com a área do ensino e aprendizagem musical para crianças com necessidades especiais, resultando em estudos e pesquisas de relevância para ambas as áreas. Outras propostas interdisciplinares e criativas surgem entre Música e demais campos disciplinares do currículo regular, tais como: Música e Alfabetização; Música e Matemática; Música e Literatura ; Música, Geografia e História; Música e Culturas populares; Música e Artes/Arte-Educação (Dança, Teatro, Cinema, Artes visuais, Poesia ...). Há, ainda, importantes propostas, implicando relações complexas e complementares entre Música, Ludicidade, Psicomotricidade e -pedagogia, intensificando o debate sobre a necessidade da Formação musical e estética do professor uni-docente, atuante na Educação Infantil e nos Anos Iniciais, para o qual a Iniciação musical, rítmica e corporal deveria ser componente curricular transversal e obrigatório.
Convidamos pesquisadores, professores e educadores para contribuir com artigos originais, inéditos, para compor o dossiê Música e Educação (jan-abril 2017) de forma interdisciplinar e pluricultural, abrindo um debate amplo sobre os temas mencionados.

Prazo limite de submissão prorrogado até: 16 de janeiro de 2017
Os artigos devem ter no máximo 70 mil e no mínimo 45 mil caracteres com espaços (times new roman 12; espaçamento 1,5). As normas completas estão no site da Revista http://www.uneb.br/revistadafaeeba/
Organizadoras deste dossiê: Dra. Magali Kleber (UEL) e Dra. Katharina Doring (UNEB)
Envio de artigos na Plataforma: http://www.uneb.br/revistadafaeeba/
Contato da editora: fialho2021@gmail.com


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